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segunda-feira, 30 de abril de 2012

DISTÚRBIOS DE SONO EM CRIANÇAS


  • Problemas nas adenoides e nas amígdalas podem fazer a criança dormir mal e, por consequência, ter sintomas característicos do déficit de atenção
Os diagnósticos de Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade (TDAH) em crianças aumentaram muito nos últimos anos, subindo 22% entre 2003 e 2007, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Contudo, muitos especialistas acreditam que a doença pode não ser a epidemia que parece.
Os pesquisadores afirmam que muitas crianças recebem o diagnóstico de TDAH quando, na verdade, possuem outro problema: distúrbios do sono, como a apneia do sono. A confusão pode explicar o número expressivo de casos de crianças com TDAH, e os medicamentos usados no tratamento podem estar apenas agravando o problema.
"Ninguém está afirmando que a TDAH não existe, mas existe agora o claro reconhecimento de que precisamos primeiro descartar os distúrbios do sono", afirmou Merrill Wise, neurologista pediátrico e especialista em medicina do sono do Centro de Distúrbios do Sono do Serviço Médico Metodista, em Memphis.
Os sintomas da falta de sono nas crianças são semelhantes aos do TDAH. Enquanto a pessoa adulta sente sonolência e cansaço com a falta de sono, a criança geralmente fica inquieta, mal-humorada e desobediente. Ela pode ter dificuldades para se concentrar, permanecer sentada e se relacionar com os colegas.
O mais recente estudo sugerindo uma relação entre sono inadequado e sintomas de TDAH foi publicado no mês passado, no periódico Pediatrics. Os pesquisadores acompanharam 11 mil crianças britânicas durante 6 anos, iniciando quando elas tinham seis meses de idade. As crianças que tiveram o sono afetado por problemas respiratórios, como ronco, respiração bucal e apneia, estavam entre 40 e 100% mais propensas a desenvolver problemas de comportamento semelhantes aos do TDAH do que aquelas com respiração normal.
As crianças que corriam risco maior de desenvolver comportamentos como os do TDAH tinham distúrbios de respiração durante o sono que perduraram durante o estudo, mas foram mais graves aos dois anos e meio de idade.
"A falta de sono é prejudicial ao corpo e à mente em desenvolvimento da criança, e pode exercer um grande impacto", afirma Karen Bonuck, principal autora do estudo e professora de medicina social e da família da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. "É inacreditável que não examinemos a presença de distúrbios do sono da mesma forma que fazemos com a visão e os problemas auditivos."
Adenoides e amígdalas
A pesquisa de Bonuck tem como base estudos anteriores de menor proporção, os quais demonstram que, após retirar adenoides e amígdalas, as crianças que tinham problemas de respiração durante a noite obtiveram resultados melhores em atividades de atenção direta e tiveram menos problemas comportamentais. Elas estavam menos propensas a receber o diagnóstico de TDAH nos meses e anos subsequentes do que as crianças que não foram tratadas das desordens de respiração durante o sono.
Talvez o mais importante seja que, em muitos casos, o comportamento da criança diagnosticada como portadora de TDAH antes da operação melhorou tanto que deixou de se ajustar aos padrões característicos da doença. Os Institutos Nacionais da Saúde iniciaram um estudo denominado Childhood Adenotonsillectomy Study a fim de entender as consequências da remoção de adenoides e amígdalas para a saúde e o comportamento de 400 crianças. Os resultados são aguardados para este ano.
"Estamos nos aproximando cada vez mais da afirmação de causa e efeito" entre problemas de respiração durante a noite e sintomas de TDAH em crianças, afirmou Ronald Chervin, neurologista e diretor do Centro de Distúrbios do Sono da Universidade de Michigan, em Ann Arbor.
Na opinião de Chervin, os problemas comportamentais associados a problemas respiratórios noturnos são muito provavelmente consequência de sono inadequado e não da possível falta de oxigênio. "Observamos os mesmos tipos de sintomas comportamentais em crianças com outros tipos de distúrbios do sono", afirmou o médico.
De fato, especialistas observam que as crianças que perdem apenas meia hora por noite de sono necessário – quer devido a um distúrbio do sono ou por ficarem acordadas até tarde enviando mensagens pelo celular ou jogando videogames – podem exibir esses comportamentos característicos da TDAH.
O diagnóstico equivocado não é apenas estigmatizante, mas o tratamento de TDAH pode agravar o problema real que é a falta de sono. Os medicamentos utilizados para tratar o TDAH, como Ritalina, Adderall ou Concerta, podem causar insônia.
"Isso pode se tornar um ciclo vicioso e acumulativo", afirmou David Gozal, presidente do departamento de pediatria da escola de medicina Pritzker da Universidade de Chicago, cuja prática clínica é focada em crianças com distúrbios do sono.
Diagnóstico difícil
É difícil identificar a falta de sono em crianças. Dos 10 mil membros da Academia Americana de Medicina do Sono, apenas 500 possuem especialização em distúrbios do sono em crianças. Além disso, os pediatras talvez nem saibam para que especialista encaminhar o paciente, porque eles geralmente dependem da iniciativa dos pais de falar sobre os problemas para dormir dos filhos durante a consulta.
Contudo, muitas vezes os próprios pais estão desinformados em relação a hábitos de sono saudáveis. Um estudo realizado no ano passado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, em Harrisburg, e publicado no periódico The Journal of Sleep Research mostrou que, dos 170 pais participantes, menos de 10 pais não sabiam o que caracteriza um sono normal", afirmou Kimberly Anne Schreck, psicóloga e analista comportamental da universidade, e principal autora do estudo. "Muitos achavam gracioso o ronco da criança e que isso significava que ela estava dormindo profunda e tranquilamente."
FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/04/30/disturbios-do-sono-em-criancas-podem-levar-a-diagnostico-incorreto-de-deficit-de-atencao.htm

CARKOON: CADEIRINHA PARA CRIANÇA


CARKOON
Surgiu mais uma opção para os pais superprotetores que não dispensam a segurança dos filhos nem enquanto estão dirigindo. O Carkoon é o primeiro assento infantil para carros com a tecnologia airbag, e está sendo considerado o mais seguro do mundo.
A característica principal do Carkoon é que ele cobre a criança na cadeirinha, formando uma espécie de casulo. Isso protege a criança de objetos voadores no momento de um eventual acidente, detritos e até mesmo fogo – o material é resistente às chamas por até 20 minutos.
Um par de sensores detecta a colisão do veículo e automaticamente protege a criança com o casulo. Além disso, o Carkoon vem com GPS embutido, e chama os serviços de emergência em caso de acidente.
Os britânicos inventores da cadeirinha mais segura do mundo fizeram um sistema que permite remover o assento facilmente, e também asseguram que é fácil tirar a criança de dentro do casulo protetor que a cobre.
O assento ainda está passando por testes em laboratórios britânicos, e em breve pode estar à venda por 500 libras (R$ 1.400). Mesmo que seja caríssimo, os pais corujas certamente entrarão na fila para comprar um. 

BACLOFEN: FRANÇA AUTORIZA USO PARA ALCOOLISMO

Autoridades da Agência Sanitária Francesa (AFSSAPS, na sigla em francês) aprovaram o uso da droga Baclofen, originalmente criada para combater espasmos nervosos, para tratar o alcoolismo, seguindo um protocolo de caso para caso.
Segundo as autoridades francesas, o Baclofen – nome de laboratório para os remédios Kemstro, Lioresal e Gablofen – não se mostrou totalmente eficiente contra o alcoolismo, mas conseguiu “alguns resultados clínicos positivos em alguns pacientes” e pode se tornar um medicamento para alcoolismo.
A história da droga remete à 50 anos atrás. Ela foi originalmente concebida para tratar casos de epilepsia, mas só recebeu licença para ser utilizada em tratamentos contra espasmos. Mas novos interesses surgiram em 2008, com o lançamento do livro “Le Dernier Verre” (A Última Bebida, em tradução livre), do cardiologista Olivier Ameisen, que tratou seu alcoolismo com altas doses de Baclofen.
Por isso, a agência francesa fez uma pesquisa, liderada por Philippe Jaury, da Universidade de Paris-Descartes, com 132 alcoólatras graves, que receberam altas doses de Baclofen durante um ano.
Os resultados mostraram que 80% se tornaram abstinentes ou alcoólatras moderados. Em comparação, duas drogas comumente usadas no combate ao alcoolismo – naltrexona e acamprosato – conseguiram taxas de sucesso de até 25%.
Os efeitos colaterais constatados foram apenas fatiga, insônia, tontura e problemas digestivos.
Agora, mais pesquisas precisam ser feitas e Jaury já tem seus voluntários. Ele reuniu 320 alcoólatras e os dividirá em dois grupos a partir de maio. Um grupo receberá Baclofen, em doses progressivas, enquanto outro grupo receberá placebo. Vamos esperar pelos resultados! [MedicalXpress]

FUMO PASSIVO EM APARTAMENTOS


EUA: Uma em cada três pessoas que vive em apartamento reclama do cheiro do fumo alheio.
Um novo estudo descobriu que um terço dos americanos que vivem em apartamentos suportam regularmente  o cheiro de fumaça de tabaco de segunda mão de seus vizinhos. 
De acordo com os resultados, 41 por cento das pessoas com crianças na família sentem a fumaça nos corredores, lobbies e escadarias de edifícios de apartamentos e 26 por cento dos moradores de apartamentos, sem filhos, disseram que notam a fumaça. 
O levantamento foi realizado pelo Centro de Excelência Julius B. Richmond, da Academia Americana de Pediatria,  um grupo de advocacia que se concentra em manter o fumo passivo longe das crianças.
Fonte: Mail on Sunday, 29 de abril de 2012
Link: http://bit.ly/IOS3EG
Action on Smoking and Health 30.4
adn@ash.org.uk
30.04.12

DIABETES e JOVENS OBESOS: PREVENÇÃO É TUDO!


Estudo: Adolescentes pesados ​​têm problemas para controlar diabetes.
Por ALICIA CHANG - LOS ANGELES (AP)
Uma nova pesquisa envia um aviso sério para os adolescentes com excesso de peso: se você desenvolver diabetes, você enfrentará tempo difícil para mantê-la sob controle.
Um grande estudo, divulgado domingo, testou várias maneiras de controlar o açúcar no sangue de adolescentes recém-diagnosticados com diabetes e descobriu que quase metade deles fracassou dentro de poucos anos e 1 em cada 5 sofreu sérias complicações. Os resultados refletem o problema para um país com índices crescentes de "diabesidade" - diabetes tipo 2 provocada pela obesidade.
O estudo financiado pelo governo federal norte-americano é o maior até agora para a forma de tratar a diabetes em adolescentes. Estudos anteriores têm sido principalmente em adultos e a maioria das drogas   não são as mesmas aprovadas para os jovens. A mensagem é clara: Prevenção é tudo!
"Não desenvolva diabetes em primeiro lugar," disse o Dr. Phil Zeitler da Universidade do Colorado em Denver, um dos líderes do estudo.
Um terço das crianças americanas e adolescentes estão com sobrepeso ou obesos. Eles estão em maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, em que o corpo não consegue produzir insulina suficiente ou usar o que ele faz para processar o açúcar dos alimentos. Até a epidemia de obesidade, os médicos raramente  viam crianças com diabetes tipo 2. O tipo mais comum de diabetes em crianças é tipo 1, que costumava ser chamado de diabetes juvenil.
Os médicos costumam iniciar o tratamento do diabetes tipo 2 com metformina, uma pílula para baixar o açúcar no sangue. Se ainda assim não pode ser controlada, outras drogas e injeções diárias de insulina podem ser necessárias. Quanto mais açúcar sobra no sangue, maior o risco de sofrer perda de visão, danos nos nervos, insuficiência renal, amputação de membros - até mesmo ataques cardíacos e derrames.
O objetivo do estudo era simples: qual é a melhor maneira de se manter o diabetes sob controle?
O estudo envolveu 699 adolescentes com sobrepeso e obesidade e recentemente diagnosticados com diabetes. 
Entre todos os adolescentes no estudo, 1 em 5 teve uma complicação grave, tais como o açúcar no sangue muito elevado e geralmente tiveram que ser hospitalizados.
Os resultados foram publicados on-line pelo New England Journal of Medicine e apresentado em uma reunião pediátrica, em Boston. O National Institutes of Health financiou o estudo e as empresas farmacêuticas dooram os medicamentos.
O "desanimador" resultado aponta para a necessidade de criar um "saudável" comer menos, mover-se 
mais:"uma cultura para ajudar a evitar a obesidade que contribui para a diabetes", escreveu o Dr. David Allen, da Universidade de Wisconsin Escola de Medicina e Saúde Pública, em um acompanhamento editorial.
New England Journal of Medicine: http://www.nejm.org

MP 563/12: PARA PREVENÇÃO e COMBATE AO CÂNCER


Menos imposto

27/04/2012
A Fundação do Câncer recebeu com muita satisfação a Medida Provisória 563, que prevê incentivos fiscais para pessoas físicas e jurídicas que fizerem doações relacionadas à prevenção e ao combate do câncer. De acordo com o anúncio feito pelo Governo no início de abril, poderão ser contemplados projetos relacionados a promoção de informações, pesquisa, diagnóstico, tratamento, cuidados paliativos e reabilitação relacionados ao câncer.
A MP 563 é resultado de uma sugestão que o presidente do Conselho de Curadores da Fundação do Câncer, Marcos Moraes, e dirigentes do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) e da Associação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abifcc) fizeram à presidente Dilma Roussef em 2011.
“Estamos muito felizes e aguardamos a regulamentação da MP. Tanto empresas como pessoas físicas terão um incentivo a mais para doar, com a renúncia fiscal que o Governo está disposto a fazer”, comenta o superintendente da Fundação do Câncer, Jorge Alexandre Cruz.

VIVENDO A VIDA!


"Para que levar a vida tão a sério se ela é uma incansável batalha da qual jamais sairemos vivos?"                              
(Bob Marley)

PORTANTO, 
DANCE!
BEIJE!
RELAXE!
DIVIRTA-SE!
E seja feliz!!!!

domingo, 29 de abril de 2012

ESCORREGADOR: PAIS DEVEM ESTAR ATENTOS!


Médicos alertam para risco de descer pelo escorregador com a criança no colo
Tara Parker Pope - The New York Times

  • Brainpix
    A socialite americana Kourtney Kardashian desce no escorregador com o filho Mason no colo (22/1/2011); apesar do intuito de proteger a criança, médicos alertam que a prática pode resultar em fraturas
    A socialite americana Kourtney Kardashian desce no escorregador com o filho Mason no colo (22/1/2011); apesar do intuito de proteger a criança, médicos alertam que a prática pode resultar em fraturas

  • Na última primavera, Katie Dickman, de Dunkirk, Maryland, estava no parquinho com Hannah, sua bebê de um ano e meio, quando a menininha pediu para descer no escorregador. Dickman acompanhou sua filha, segurando-a cuidadosamente em seu colo enquanto elas desciam até o chão. 
    Mas, de repente, o tênis de Hannah ficou preso na lateral do escorregador. Apesar de Dickman ter segurado a perna e soltado o pé de sua filha, no momento em que elas chegaram ao chão, a menina estava choramingando e não conseguia mais andar. Uma visita posterior ao médico revelou uma tíbia fraturada. "Minha esposa só estava tentando deixar Hannah mais segura e garantir que ela não caísse", afirmou o pai de Hannah, Jed Dickman. "Ela se sentiu muito culpada com isso." 
    A família Dickman logo aprendeu que esses ferimentos são surpreendentemente comuns. Ainda que não existam estatísticas nacionais, especialistas em ortopedia afirmam tratar todos os anos de um grande número de bebês e de crianças pequenas que quebraram a perna ao descer pelo escorregador no colo dos pais. 
    Um estudo do Hospital Universitário Winthrop, em Mineola, Nova York, descobriu que quase 14% das fraturas nas pernas de pacientes pediátricos durante um período de 11 meses envolviam bebês descendo em escorregadores no colo dos pais. 
    Edward Holt, cirurgião ortopédico no Centro Médico Anne Arundel em Anápolis, responsável pelo tratamento do ferimento de Hannah, em abril do ano passado, contou que há duas semanas tratou um menino de 4 anos que se machucou quando descia o escorregador no colo de seu pai. 
    "Essa fratura é completamente evitável", afirmou Holt, que criou um cartaz para ser afixado nos consultórios de pediatras da região, além de um vídeo no YouTube alertando os pais para o perigo. 
    Esse pode ser um daqueles casos contraintuitivos, nos quais a criança está mais segura quando está sozinha. Caso o pé fique preso quando a criança está descendo sozinha, ou ela para de se mover, ou se debate até que o pé acabe se soltando. Mas quando a criança está sentada no colo de um adulto, a força do peso do adulto acaba quebrando sua perna. 
    A fratura geralmente é tratada com um gesso que vai do pé até acima do joelho; a boa notícia é que não é necessário fazer cirurgias ou ajustes. A criança usa o gesso por um período de quatro a seis semanas e não há sequelas duradouras. 
    Mas o dano não é apenas físico. "Os pais sempre ficam arrasados pelo fato de terem quebrado a perna de seu filho e ficam perplexos por ninguém jamais ter dito que isso podia acontecer", afirmou Holt. "Às vezes, um dos pais fica irritado com aquele que causou a fratura na criança. Isso pode trazer consequências reais para as famílias, e eu odeio ver isso acontecendo." 
    O estudo foi realizado em Mineola por John Gaffney, especialista em ortopedia pediátrica no Winthrop, depois que ele tratou um grande número de fraturas ocorridas em escorregadores. Os dados dos hospitais indicam que todas as fraturas ocorridas em escorregadores envolviam uma criança com menos de 3 anos descendo no colo de um adulto. A fratura pode não ser óbvia, mas normalmente a criança demonstra dor e não é capaz de se apoiar na perna afetada. 
    Gaffney afirmou ter tratado de três crianças com fraturas ocorridas em escorregadores, após descerem nos colos de uma avó, um pai e uma babá. 
    "Basta que o tempo fique mais quente e isso começa a acontecer", afirmou. "Isso é algo tão comum, mas mesmo assim os pais dizem: 'Como eu nunca ouvi falar disso? Eu achei que estivesse fazendo algo bom ao colocar meu filho no meu colo'." 
    Andy Dworkin, um ex-jornalista que está estudando medicina em Portland, no Oregon, afirmou que seu filho Felix, que na época tinha um ano e meio, estava brincando com um amiguinho em sua escola primária, quando quiseram brincar no escorregador. Felix desceu primeiro, no colo de sua mãe, mas seu sapatinho com sola de borracha ficou preso no escorregador e ele começou a gritar quando chegou ao final. 
    Outra mãe, no alto do escorregador com seu filho de 17 meses, desceu rapidamente para tentar ajudar. Mas logo em seguida o menino estava chorando também. Na sala de emergência, descobriu-se que os dois meninos haviam fraturado as pernas e eles receberam gesso laranja e azul. 
    "E fiquei surpreso com a facilidade que uma criança quebra a perna em um parquinho", contou Dworkin, que escreveu a respeito de sua experiência no jornal de sua cidade, o The Oregonian. "Eu fiquei ainda mais surpreso com a indiferença da equipe do hospital sobre o acontecido. Eles afirmaram que veem isso o tempo todo." 
    Ambos os meninos se recuperaram completamente. Felix hoje tem três anos e meio e não se lembra do acidente, mas agora só desce em escorregadores pequenos e tem medo de escorregadores grandes e que façam curva, segundo Dworkin. 
    Sozinha, mas com supervisão 
    Holt afirmou que não gostaria de encorajar os pais a deixar de levar seus filhos ao parquinho ou a impedi-los de brincar no escorregador, mas queria informar as pessoas dos riscos de descer pelo escorregador com uma criança no colo. 
    Para prevenir ferimentos, a melhor solução é permitir que a criança desça sozinha, com supervisão e instruções de como brincar com segurança. Crianças pequenas podem ser colocadas no escorregador na metade do caminho, com um dos pais ao seu lado. Ou, no pior dos casos, os pais devem tirar os sapatos da criança antes de descer pelo escorregador com ela no colo, além de garantir que suas pernas não toquem as laterais ou a superfície do escorregador. 
    "Eu não estou dizendo que precisamos criar um mundo inteiro feito de borracha e isolar as crianças", afirmou. "Mas isso é algo completamente previsível e evitável. É por isso que quero que todos saibam, para que acidentes desse tipo não voltem a ocorrer."
    FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/04/29/medicos-alertam-para-risco-de-descer-pelo-escorregador-com-a-crianca-no-colo.htm

REGN727

http://www.cpr.com/2012/03/28/statins-and-cholesterol-new-drug-may-enhance-or-replace-statins/
Uma proteína produzida no fígado contribui para restringir a quantidade de lipoproteína de baixa densidade (LDL), ou colesterol ruim, que as células do fígado conseguem remover da corrente sanguínea. Chamada de REGN727, a nova droga é um anticorpo monoclonal produzido em laboratório que bloqueia a ação dessa proteína.
"Cerca de 5 a 10% das pessoas têm intolerância a estatinas e uma porcentagem maior tem intolerância a doses elevadas do medicamento", afirmou o Dr. Evan A. Stein, diretor do Centro de Pesquisa de Metabolismo e Aterosclerose de Cincinnati, e principal autor dos testes do medicamento. "O desenvolvimento ainda está em fase inicial, mas para essas pessoas essa é uma alternativa potencialmente mais promissora", afirmou.
Provavelmente serão necessárias injeções regulares do medicamento. Os estudos foram financiados pelas empresas farmacêuticas que estão desenvolvendo o medicamento e foram publicados na quinta-feira no periódico The New England Journal of Medicine.
Os resultados incomuns foram recebidos com otimismo cauteloso. "O estudo demonstra que a droga possui um efeito incrivelmente potente na redução do colesterol", afirmou o Dr. Mario J. Garcia, chefe de cardiologia do Centro Médico Montefiore, em Nova York, que não esteve envolvido na pesquisa. "Embora a descoberta seja bastante estimulante, e talvez um avanço verdadeiro, por enquanto é muito cedo para se concluir que o medicamento irá aumentar a sobrevivência ou melhorar a qualidade de vida dos pacientes."
"Além disso, não sabemos se a droga continuará sendo eficaz ao longo do tempo - trata-se de um anticorpo, e sempre há a possibilidade do próprio corpo se tornar imune a seus efeitos."
Stein e seus colegas recrutaram um grande número de pessoas com colesterol alto: algumas estavam sendo tratadas com estatinas ou dietas especiais, enquanto que outras não estavam recebendo tratamento. Algumas tinham hipercolesterolemia familiar, uma doença genética comum, que causa colesterol extremamente alto.
Os pesquisadores realizaram dois estudos de dose única, injetando placebo ou o medicamento, em doses altas e baixas, em 72 voluntários saudáveis que não tomavam outras drogas hipolipemiantes. Os níveis de colesterol de todos os participantes permaneceram abaixo de 100 miligramas por decilitro, limite considerado normal. Durante os quatro meses seguintes, eles foram avaliados periodicamente.
Os pesquisadores descobriram que uma dose do REGN727 reduzia os níveis de colesterol LDL em até 65% em comparação com o placebo, e as doses altas produziam reduções que permaneciam evidentes dois meses depois.
Em um terceiro teste, com o uso de diversas doses, os cientistas testaram 61 pessoas com hipercolesterolemia. A maioria dos participantes tomava atorvastatina, medicamento conhecido comercialmente como Lipitor, e dez estavam sendo tratados apenas com dietas especiais.
Em três ocasiões, durante um período de seis semanas, os pacientes receberam injeções de placebo ou da droga em doses diversas e foram monitorados durante os dois meses seguintes. Os níveis de LDL de todos os que tomavam Lipitor estavam acima de 100 miligramas por decilitro e os níveis dos que ingeriam dieta especial estavam acima de 130.
Os grupos que receberam diversas doses apresentaram reduções de 38 a 65% em relação ao grupo que recebeu o placebo e os que tomavam Lipitor apresentaram reduções tão elevadas quanto os pacientes não tomavam o medicamento. O medicamento, ao que tudo indica, não aumenta a eficácia das estatinas, mas oferece uma ação adicional e distinta. Ocorreram poucos eventos adversos e nenhum deles grave o bastante para fazer com que algum participante descontinuasse o teste.
Os estudos da segunda etapa, com o intuito de determinar a dosagem e a frequência corretas de administração da droga, não foram publicados, mas os resultados de dois testes semelhantes foram apresentados em um encontro da Escola Americana de Cardiologia, em Chicago. Um deles englobava 183 pacientes que já tomavam Lipitor. Nesse grupo, os pacientes que receberam o REGN727 apresentaram reduções extras nos níveis de LDL de até 40 a 70% em comparação com os que receberam o placebo.
Diretor da National Clinical Research, empresa que está realizando um dos testes, James M. McKenney afirmou que o acréscimo do REGN727 não gerou o aumento dos efeitos colaterais que às vezes são observados no uso de estatinas, como fraqueza muscular ou funcionamento irregular do fígado.
Caso o sucesso seja demonstrado em testes maiores, a nova droga pode ajudar a compreender "os benefícios de níveis muito baixos de colesterol na redução do risco de ataques cardíacos", afirmou.

DIETA-DO-TUBO-N0-NARIZ

Dr.Oliver Di Pietro
Você pagaria para andar com um tubo de alimentação no seu nariz? Muita gente está pagando.
Esse é mais um regime de perda de peso extremo, que se tornou famoso nos EUA através das noivas, que chegam a pagar 1.500 dólares (2.750 reais) para ter um tubo de alimentação inserido no nariz.
A partir desse tubo, elas sobrevivem por 10 dias recebendo uma pasta de proteína e gordura que pinga lentamente para o seu corpo durante as horas.
Esse plano de 800 calorias é suficiente para colocar seu corpo em profunda cetose. A cetose foi identificada pelo Dr. Alfred Bauer em 1962, e é um estágio no catabolismo que ocorre quando o pâncreas converte proteína em ácidos graxos e corpos cetônicos, que podem ser usados pelo corpo para gerar energia.
Muitos consideram a cetose uma situação biocelular anormal, causada pela presença de corpos cetônicos no sangue. Doenças como a dengue e a diabetes, se não controladas, podem produzir cetose (e nesse caso, os corpos cetônicos podem ser considerados perigosos).
Esse estágio pode ser induzido por uma dieta sem carboidratos, como a dieta das proteínas. Ou seja, o tubinho de proteínas no seu nariz lhe levará a um estado de cetose, que queima toda a sua gordura e nenhum músculo.
DIETA K-E
A liberação prolongada da pasta mantém a pessoa com uma sensação de satisfação durante todo o dia, o que significa que ela é capaz de entrar em um vestido de noiva menor no grande dia.
Segundo o Dr. Oliver Di Pietro, esse tratamento começou na Europa, e já foi feito lá mais de cem mil vezes. Agora ele o usa nos EUA. É possível perder até 9 quilos em 10 dias sem passar fome e sem sentir dor.
Claro que, tudo que é bom demais para ser verdade, é bom demais para ser verdade. Existem inconvenientes.
O acúmulo de cetonas ou corpos cetônicos no seu corpo dá a respiração um odor desagradável, fazendo a pessoa inteira cheirar como acetona (sim, o remover de esmaltes). Além disso, tem a constipação. E para manter o peso depois, também é outra história. Mas perigos reais parecem estar fora de cogitação.
Sendo assim, tem gente que não liga para nada dos inconvenientes, se isso significar ter a aparência de alguém que acabou de escapar de uma clínica de transtorno alimentar. E, por incrível que pareça, o procedimento é totalmente legal nos EUA. Vai encarar?

ATIVIDADE FÍSICA DO IDOSO

Levantamento de Centro de Estudos em São Paulo conclui que 150 minutos de atividade física “breca” declínio do idoso.
Após cinco mil avaliações, um levantamento do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), iniciado em 1997 e encerrado no final de 2011, conclui que praticar exercícios físicos regularmente, pelo menos 150 minutos na semana, garante estabilidade física ao idoso por 15 anos, com manutenção da força, do equilíbrio e da flexibilidade. O resultado oficial deste importante levantamento foi divulgado oficialmente esta semana. 
O reumatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. Carmo de Freitas, reforça a importância da atividade física regular. 
“Sempre ressalto com meus pacientes, cuja maioria já passou dos 50 anos, a importância da reabilitação física. Muitas doenças reumáticas estão relacionadas à obesidade e ao sedentarismo”, diz. Além de indicar aos seus pacientes, o médico dá o exemplo. Há mais de cinco anos é praticante regular de Pilates, uma modalidade de atividade física que trabalha, justamente, força, equilíbrio e flexibilidade: as três habilidades indicadas pelo estudo da Celafiscs que começam a declinar já a partir dos 50 anos.
“Sinto a disposição de um jovem”, comenta o reumatologista, que tem na mãe outro grande exemplo dos benefícios advindos da prática regular de exercícios físicos. D. Zélia Silva Gonzaga de Freitas, aos 94 anos, também é praticante de Pilates e tem uma disposição de dar inveja em muito jovem. “É preciso ter a consciência de que, por mais fantástico que seja o desempenho de nosso sistema músculo-esquelético, ele se desenvolveu dentro de condições ambientais bem diferentes das quais nos encontramos atualmente. O homem primitivo caminhava e se exercitava naturalmente na sua busca de alimento e proteção contra predadores. Nossa conformação corporal está adaptada a este exercitar constante da musculatura e, por isso, é tão importante realizar exercício corporal no dia-a-dia”, afirma Dr. Carmo de Freitas.

ALIMENTAÇÃO: ANTES e DEPOIS DA ACADEMIA

Médico nutrólogo explica que os alimentos devem ser escolhidos de acordo com as necessidades individuais de cada um.
A alimentação para quem faz academia vai de acordo com o objetivo de cada pessoa e de suas necessidades individuais, se é, por exemplo, ganhar massa corporal (músculos) ou emagrecer, é o que alerta Milton Mizumoto, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 
Se a pessoa está em busca de ganhar músculos, tanto os carboidratos como as proteínas são fundamentais na alimentação. “O primeiro funciona como energético e o segundo como construtor”, diz. Mizumoto ressalta ainda que não se deve esquecer das vitaminas, que também são essenciais. “Principalmente as hidrossolúveis, como tiamina, riboflavina, nicotinamida, acido pantotênico, piridoxina, biotina, cianocobalamina e ácido ascórbico, responsáveis pela transferência de energia no metabolismo dos lipídeos, carboidratos e proteínas”.
Por outro lado, quem vai à malhação querendo emagrecer deve controlar o consumo de carboidratos, pois possuem alta quantidade de calorias. “Alimentos de alto índice glicêmico como açúcar, biscoitos, massas, bolos e doces devem ser evitados quando no estado de repouso, visto que ao ingerir carboidratos em repouso acarreta a produção pancreática de insulina e esta irá sequestrar a glicose do sangue para armazená-la no adipócito na forma de ácidos graxos ou triglicérides”.
Nesses casos as melhores opções são as que oferecem poucas calorias e muitos biorreguladores (como vitaminas e minerais). “Vegetais folhosos ricos em celulose e frutas ricas em pectina (polissacarídeo de ácido poligalacturônico) como a maçã, pêra, goiaba, nêspera e ameixa são excelentes opções”, afirma Mizumoto.
Mas lembra que uma alimentação balanceada também é muito importante para todos os tipos de treinos. “O balanceamento das proteínas, lipídeos, carboidratos e biorreguladores deverá acompanhar as necessidades energéticas e construtoras de acordo com o volume, a intensidade, a densidade e a periodicidade da planilha de treino, portanto, o entrosamento entre o nutrólogo e o treinador deverá ser o mais harmônico possível durante o macro, meso e microciclo do atleta”.
Parada rápida para um lanche durante o treino?
O especialista alerta que, até duas horas de treino, o importante é o que foi consumido antes do treino para estocar glicogênio muscular. “Agora, quando o exercício ultrapassa às duas horas, a glicose sanguínea oriunda dos alimentos ricos em carboidratos ingeridos durante o exercício, tornam-se fatores determinantes da continuidade do esforço físico”.
Alimentação antes de ir à academia
O médico nutrólogo diz que se alimentar antes da malhação também varia de cada pessoa, que dependerá se o atleta tem hipoglicemia reativa ou não, se ele reage ao consumo prévio de carboidratos de alto índice glicêmico. 
“Caso ele seja reativo, o consumo de energéticos ricos em carboidratos deverá ocorrer apenas quando ele começar o exercício, pois com o aumento do esforço físico e do tempo prolongado induz a produção de adrenalina, noradrenalina, cortisol e glucagon, que inibem a liberação de insulina pelo pâncreas, evitando assim a hipoglicemia reativa, o que poderia prejudicar a performance do atleta”.
Após o treino
“Imediatamente após o término do exercício, até aproximadamente 45 minutos depois, é o melhor momento para ingerir carboidrato de alto índice glicêmico, pois nesta janela de tempo o carboidrato ingerido é depositado entre as fibras musculares, refazendo o estoque de glicogênio para a próxima sessão de atividade física”, conclui.

MOLÉCULA-BOLA: FULERENO


Uma molécula natural bastante conhecida de químicos e físicos, o fulereno, pode, a partir de hoje, começar a colecionar admiradores leigos. Segundo estudo da Universidade do Sul de Paris, na França, essa molécula formada por 60 átomos de carbono se provou não tóxica e capaz de dobrar a longevidade de ratos.
Os átomos do fulereno se arranjam no mesmo formato de uma bola de futebol. Não é à toa que também é chamado de molécula-bola, desde sua descoberta em 1985. Mas somente em 1993 é que se começou a levantar suspeitas sobre possíveis benefícios biológicos que a ingestão dessa molécula poderia trazer.
A lista de benefícios é extensa e inclui proteção contra raios ultravioleta, propriedade antivirais e antioxidantes, efeitos “catalizadores” nas respostas a alergias, estimulante do sistema imunológico, entre outros.
No presente estudo, os pesquisadores deram doses dessa molécula, dissolvida em azeite de oliva, para ratos e compararam os resultados com um grupo de controle, que recebeu apenas o azeite.
E os resultados surpreenderam. “Descobrimos que a administração oral do fulereno, em pequenas doses no azeite, não só não traz malefícios, como dobra a longevidade dos ratos”, explicam os cientistas da universidade francesa.
A média de vida dos ratos do grupo de controle foi de 26 meses. E a média de vida do grupo cobaia? Inesperados 42 meses, quase o dobro do tempo.
Os pesquisadores também constataram que o fulereno é absorvido pelo trato gastrointestinal e eliminado do corpo em um período de até 10 horas, sem deixar qualquer rastro tóxico.
Vale ressaltar que, embora o estudo tenha sido feito com ratos, os efeitos da molécula com 60 carbonos pode ser estendido para os humanos, já que essas cobaias são bons análogos a nós. Mas também é possível que, no futuro, outros estudos revelem que o fulereno não tenha efeito algum nos seres humanos.
Esses resultados são importantes por trazerem novas perspectivas para os campos da medicina e da toxicologia, que poderiam utilizar a molécula-bola em terapias contra o câncer, doenças neurodegenerativas e o envelhecimento. [ExtremeLongevity]

EFEITOS DOS ANTIDEPRESSIVOS

Os antidepressivos mais comumente receitados parecem estar fazendo mais mal do que bem aos pacientes, afirmam cientistas.
Uma equipe canadense acaba de publicar um estudo no qual eles avaliaram o impacto dos medicamentos antidepressivos em todo o corpo, e não apenas no tocante ao humor.
"Precisamos ser muito mais cautelosos sobre o uso disseminado dessas drogas," disse Paul Andrews, da Universidade McMaster, principal autor do artigo.
"Isto é importante porque milhões de pessoas recebem receitas de antidepressivos a cada ano, e o senso comum sobre essas drogas é que elas seriam seguras e eficazes."
Serotonina não regula só o humor
Andrews e seus colegas examinaram estudos de pacientes quanto aos efeitos dos antidepressivos em todo o organismo.
Eles descobriram que os benefícios da maioria dos antidepressivos, mesmo tomados nos seus melhores resultados, mal se comparam aos riscos, que incluem a morte prematura em pacientes idosos.
Os antidepressores são concebidos para aliviar os sintomas da depressãoatravés do aumento dos níveis de serotonina no cérebro, onde essa substância regula o humor.
Contudo, a grande maioria da serotonina que o corpo produz é usada para outros fins, incluindo a digestão, a formação de coágulos de sangue em locais de ferimentos, além da reprodução e do desenvolvimento físico.
O que os pesquisadores descobriram é que os antidepressivos têm efeitos negativos sobre a saúde em todos os processos normalmente regulados pela serotonina.
"A serotonina é uma substância química antiga. Ela regula delicadamente muitos processos diferentes, e quando você interfere com essas coisas você pode esperar que alguma coisa saia errado," disse Andrews.
Riscos dos antidepressivos
Os resultados mostram elevação dos seguintes riscos:
- problemas de desenvolvimento em crianças
- problemas com estimulação e função sexual, e problemas no desenvolvimento dos espermatozoides em adultos
- problemas digestivos, como diarreia, constipação, indigestão e flatulência
- sangramento anormal e acidente vascular cerebral em idosos
Os autores revisaram três estudos recentes que mostram que idosos que usam antidepressivos são mais propensos a morrer do que os não-usuários da droga, um resultado que persiste mesmo depois que se leva em contra outras variáveis importantes.
Ninguém faz nada
As maiores taxas de mortalidade indicam, segundo os pesquisadores, que o efeito global destas drogas no corpo é mais prejudicial do que benéfico.
O Dr. Andrews acrescenta que, embora possa parecer surpreendente, a maior parte dos indícios dos malefícios desses medicamentos tem estado evidente e disponível à comunidade científica há muito tempo.
"A única coisa que está faltando nos debates sobre antidepressivos é uma avaliação global de todos esses efeitos negativos em relação aos seus potenciais efeitos benéficos," afirma. "A maioria dessas evidências tem estado por aí há anos e ninguém olha para esta questão básica."

CÂNCER DE PRÓSTATA e ORÉGANO


O conhecido tempero orégano, muito usado em pizzas e massas, tem efeitos benéficos à saúde conhecidos há muito tempo.
Agora, em uma pesquisa ainda com cultura de células em laboratório, cientistas descobriram que o orégano consegue destruir células do câncer de próstata.
Supertempero
A Dra. Supriya Bavadekar e seus colegas da Universidade Long Island (EUA) isolaram um composto do orégano, chamado carvacrol, e testaram seus efeitos contra as células tumorais.
Os estudos demonstraram que o constituinte do orégano dispara o fenômeno de apoptose, a morte programada das células.
"Nós sabemos que o orégano possui propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, mas seus efeitos sobre as células do câncer realmente elevam o tempero ao nível dos supertemperos, como o açafrão," disse a pesquisadora, citando outro vegetal com largos benefícios à saúde.

Licopeno e carvacrol
Embora o estudo esteja em estado inicial, a pesquisadora acredita que os resultados são suficientes para apostar no uso do carvacrol como um fármaco anticâncer.
"Alguns pesquisadores já demonstraram que a ingestão de pizza pode reduzir o risco de câncer. Esse efeito tem sido atribuído ao licopeno, um composto presente no molho de tomate, mas agora acreditamos que o orégano possa ter sua participação nesse benefício," disse ela.

sábado, 28 de abril de 2012

DOR NOS TESTÍCULOS

Todo mundo que já jogou bola deve ter levado no mínimo uma bolada “lá”, e sabe que a dor é intensa e não deixa você ver nem pensar nada, tudo que você quer fazer é se encolher e esperar uma passagem de volta para a vida. O que você talvez não sabia é que pode morrer por causa desta dor (talvez não sabia, mas com certeza desconfiava).
Uma notícia que circulou na Internet nesta sexta-feira dá conta de uma história inusitada: em uma discussão — por causa de vaga de estacionamento na frente de uma loja na China — um homem e uma mulher começaram a trocar golpes. Em seguida dois parentes dela se intrometeram e ela passou a agarrar as “jóias da família” do homem, e apertar com força por um bom tempo. O homem caiu no chão, desmaiou, e em seguida estava morto. A equipe de emergência que chegou no local pouco depois tentou ressuscitá-lo, sem sucesso.
Se as mulheres ainda tinham dúvidas do quão doloroso pode ser um golpe nas “partes baixas” masculinas agora já tem uma confirmação. Segundo o urologista de San Diego, EUA, o dr. Irwin Goldstein, é, sim, possível morrer se alguém apertar seus testículos com força suficiente. Segundo o doutor, os testículos são extremamente sensíveis ao toque e há uma liberação excessiva de adrenalina se for aplicada força excessiva nos mesmos.
A dor testicular é referida ao baixo abdômen, o plexo mesentérico, e faz com que o homem pare abruptamente tudo que ele estiver fazendo, deite no chão, feche os olhos e se encolha em posição fetal.
É bastante possível que um ataque cardíaco resulte da terrível dor nos testículos ao serem apertados.
No caso do chinês, ainda não dá para dizer com certeza do que exatamente ele morreu, é bem possível que ele fosse portador de alguma condição cardíaca e o choque da dor e da adrenalina dispararam um ataque cardíaco, mas enquanto não sai a certidão de óbito, metade da humanidade está nervosa enquanto a outra metade está treinando as mãos neste exato momento… [Gizmodo]

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SÍNDROME DO OLHO SECO

 Consumo de cafeína aumenta a capacidade de uma pessoa para fazer lágrimas e pode ajudar a superar a síndrome do olho seco, segundo um pequeno estudo japonês publicado online em 15 de fevereiro de Oftalmologia.
O olho seco, também conhecido como keratoconjuctivitis sicca, é prevalente em adultos mais velhos e envolve o mau funcionamento da taxa e qualidade da produção de lágrimas, bem como a taxa de evaporação na superfície do olho. 
Embora os sintomas, como arenoso, sensações de coçar ou queimar; lacrimejamento excessivo, e a produção de muco pegajoso são na sua maioria inconvenientes, a doença pode provocar perda de visão. 
Reiko Arita, MD, PhD, e colegas da Universidade da Escola de Tóquio de Medicina encontraram um aumento estatisticamente significativo no volume de lágrima após a ingestão de cafeína em 78 adultos saudáveis, especialmente entre aqueles com polimorfismos para a adenosina receptor A2a gene ADORA2A e do citocromo P 450 enzima 1A2 (CYP1A2), que afetam o metabolismo da cafeína e resposta, respectivamente. 
"Este estudo foi iniciado porque um paciente de 58 anos de idade com olho seco disse-me que seus olhos estavam mais confortáveis quando ele tomou uma xícara de café depois do almoço", disse Dr. Arita à Medscape Medical News em uma entrevista por email. 
As conclusões foram apoiadas por pesquisas anteriores mostrando que os usuários de cafeína tiveram um risco 13% para o olho seco comparado com 16,6% de não usuários, segundo um comunicado de imprensa da Academia Americana de Oftalmologia. Os pesquisadores também estavam cientes de que a cafeína era susceptível de estimular a produção de lágrima, como ocorre com outras secreções exócrinas, como saliva e sucos digestivos. Eles também sabiam de variações genéticas no metabolismo da cafeína. 
"O estudo foi basicamente bom e muito inteligente - é tão simples, mas a idéia de olhar para a cafeína para aumentar a secreção deveria ter sido pensado há muito tempo na comunidade científica," disse o especialista Ivan Schwab, MD, professor de oftalmologia e córnea no University of California Davis School of Medicine em uma entrevista. 
"[O estudo] era muito vigoroso e, embora os números fossem pequenos eu acho que parece muito promissor como uma idéia e [reflete] ciência do som e mecanismo biológico de som," Dr. Schwab, disse, acrescentando: "Ela vai mudar o que eu faço para meus pacientes com olhos secos. " 
Dr. Schwab ainda lembra o conceito de que vale a pena considerar em pacientes sem contra-indicações médicas ou religiosas à cafeína. 
"Você pode não aumentar [a produção de lágrimas] muito para ajudar os sintomas de olho seco - até um pouco pode ser significativa para os pacientes", disse Schwab. 
Estudos adicionais são necessários para explorar os benefícios da cafeína em pacientes com olho seco, particularmente aqueles com idade superior a 50 anos, que estão em maior risco para a doença. Glândulas lacrimais deterioram-se gradualmente com a idade;  a prevalência de arritmias e outras condições médicas  seriam "contra-indicações relativas" ao uso de terapia cafeínica, Dr. Schwab aponta. Além disso, a terapia de cafeína pode não funcionar para todos os pacientes. 
"Enquanto eu estou muito disposto a tentar qualquer coisa para pacientes afetados pela síndrome do olho seco, as pessoas com olho seco severo, muitas vezes já estão prejudicadas as glândulas secretoras de lágrimas, condutos e mecanismos de anormal;  por isso mesmo que você possa estimular a secreção, não há nada lá para secretar - é como tentar tirar sangue de um nabo ", Dr. Schwab disse. 
"Se confirmado por outros estudos, nosso resultado sobre a cafeína deve ser útil no tratamento da síndrome do olho seco", disse Dr. Arita no comunicado à imprensa. "Neste momento, no entanto, aconselhamos a usá-lo seletivamente para pacientes que são mais sensíveis aos efeitos estimulantes da cafeína." 
Terapias alternativas incluem usar gotas ou lágrimas artificiais, pomadas lubrificantes, compressas quentes e medicamentos que aumentam a produção de lágrimas. 
Oftalmologia. Publicado on line em 15 de fevereiro de 2012. Resumo 
FONTE: Yael Waknine , um escritor freelance para Medscape. Para o texto completo:  - http://www.medscape.com/viewarticle/762706?sssdmh=dm1.779258&src=nldne





APENDICITE AGUDA NÃO COMPLICADA


Antibiótico pode ser um tratamento eficaz para a apendicite não complicada, segundo artigo do BMJ


Antibiótico pode ser um tratamento eficaz para a apendicite não complicada, segundo artigo do BMJ
Os antibióticos podem ser um tratamento seguro e eficaz para pacientes com apendicite aguda não complicada e devem ser considerados como um tratamento inicial para pessoas com esta patologia, de acordo com os resultados de uma nova meta-análise publicada pelo British Medical Journal (BMJ). No entanto, críticos expressaram preocupação com a alta taxa de recorrência após o tratamento antibiótico em relação ao tratamento cirúrgico padrão.
Krishna K. Varadhan, da Division of Gastrointestinal Surgery, Nottingham Digestive Diseases Centre NIHR Biomedical Research Unit, Nottingham University Hospitals, Queen’s Medical Centre, Reino Unido, e colegas publicaram os resultados de uma meta-análise de estudos randomizados e controlados no British Medical Journal.
Os autores analisaram os resultados de quatro ensaios clínicos randomizados, envolvendo 900 pacientes adultos com diagnóstico de apendicite aguda não complicada. Um total de 470 pacientes recebeu antibiótico e 430 foram submetidos à cirurgia. Os pacientes que receberam terapia antibiótica tiveram uma taxa de sucesso de 63% (277/438) em um ano.
A meta-análise também mostrou uma redução do risco relativo de complicações de 31% para o tratamento antibiótico comparado à apendicectomia. Os autores não encontraram nenhuma diferença significativa entre as duas opções de tratamento em relação ao tempo de internação, à eficácia do tratamento ou ao risco deapendicite complicada.
Dos 68 pacientes readmitidos após o tratamento antibiótico, três foram retratados com antibióticos, obtendo sucesso terapêutico, e 65 pacientes (20%) tiveram uma nova apendicite. Nove destes doentes apresentaramapendicite perfurada e quatro manifestaram apendicite gangrenosa ou necrose gangrenosa.
Os autores reconhecem que uma avaliação mais detalhada deve ser realizada para distinguir entre os efeitos do tratamento antibiótico em apendicites perfuradas e não-perfuradas.
A cirurgia para remover um apêndice inflamado (apendicite) tem sido o padrão ouro do tratamento paraapendicite aguda desde 1889, e a suposição geral é que, sem cirurgia, o risco de complicações tais como perfurações ou infecções é alto.
Até que estudos mais convincentes e os resultados em longo prazo sejam publicados, a apendicectomia provavelmente continuará a ser usada para tratar apendicite não complicada.
 NEWS.MED.BR, 2012. Antibiótico pode ser um tratamento eficaz para a apendicite não complicada, segundo artigo do BMJ. Disponível em: . Acesso em: 26 abr. 2012
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CINARIZINA


Cinizarina melhora vertigem em mulheres climatéricas

Medicamento estudado pode atuar no sistema termorregulador do organismo
Estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) mostra que em prazos mais prolongados, o medicamento industrial cinarizina pode atuar no sistema termorregulador do organismo (que mantém a pessoa a uma temperatura interna quase constante). A substância também se mostrou  eficaz no tratamento de sintomas como insônia, irritação, vertigem e ondas de calor de mulheres no período climatérico —fase de transição do período reprodutivo para um período não fértil — que não podem receber tratamento hormonal, entre elas pessoas que já apresentaram câncer de mama. De acordo com o ginecologista Pérsio Yvon Adri Cezarino, autor da pesquisa, “ a vertigem foi o sintoma climatérico que durante a pesquisa teve a melhora mais significativa entre as pacientes que receberam o medicamento”.
A droga já é utilizada em tratamentos de vertigem e dores de cabeça por otorrinos, oftalmos e neurologistas atua como um vasodilatador, ou seja, promove a dilatação de vasos sanguíneos e auxilia no tratamento da circulação sanguínea insuficiente em casos de acidente vascular cerebral (AVC). O estudo de mestrado Cinarizina no tratamento dos sintomas climatéricos foi apresentado na FMUSP, sob a orientação do professor Renato Vicente Bagnoli.
O estudo analisou 62 pacientes atendidas no Setor de Ginecologia Endócrina e Climatério do Hospital das Clínicas (HC)  da FMUSP, com idade entre 45 e 60 anos e predomínio da manifestação de fogachos no período climatérico, ondas de calor que variam de três a seis minutos e causam súbita vermelhidão do rosto da mulher, além de uma intensa sensação de calor no corpo e transpiração. “Este sintoma acontece porque durante o climatério, caem as taxas de estrogênios no organismo da mulher o que provoca um descontrole do sistema termorregulador podendo haver aumentos súbitos de temperatura, seguidos de calafrios. As manifestações acontecem com maior frequencia durante a noite, ocasionando insônia, fadiga e perda da qualidade de vida da mulher”, descreve o médico.
Grupos
As pacientes foram divididas em dois grupos. Um deles, foi denominado grupo “S” e composto por 27 mulheres com faixa etária média de 53,9 anos, sendo 51,9% brancas e 48,1% negras. O outro, chamado “M”, com 35 pacientes que tinham em média 54,7 anos e era formado por 51,4% brancas e 48,6% negras. O grupo S recebeu 25 miligramas (mg) de Cinarizina a cada 12 horas, via oral e por 6 meses. Por sua vez, ao grupo M foi ministrado um comprimido de placebo — comprimido de placebo — substância inerte ou inativa, a que se atribui certas propriedades (como as de cura de uma doença) e que, ingerida, pode produzir um efeito que suas propriedades não possuem — a cada 12 horas, via oral e também por seis meses. A escolha do tratamento foi feita pela metodologia de estudo duplo cego comparativo placebo controlado, ou seja, por sorteio. Nem o médico, nem a paciente saberia indicar até o fim da pesquisa quem recebeu o medicamento ou o placebo.

Todas as mulheres envolvidas na pesquisa foram submetidas a um exame físico geral em que foram extraídos dados como peso, altura e pressão arterial. Além disso, para obtenção de outras informações o médico utilizou como base o Índice Menopausal de Kupperman (IMK) que verifica a intensidade de 11 sintomas proporcionados à mulher neste período, como fadiga, fraqueza, dores de cabeça, insônia e nervosismo, mas não considera, no entanto, como ele mesmo explica, “uma análise da vida sexual da paciente como secura vaginal e diminuição da libido”. Neste sistema a própria mulher atribui uma pontuação que pode variar entre leve, moderada e acentuadas para cada uma das manifestações. O questionário foi aplicado por duas vezes, no começo e após seis meses do início do tratamento.
A análise dos resultados demonstrou que houve melhora significativa, em ambos os grupos, de todos os sintomas climatéricos com execeção da altragia (dores nas articulações) e da mialgia (dores musculares)  no grupo S e da vertigem no grupo M. O ginecologista, entretanto, diz que “um estudo mais prolongado do efeito da droga em pacientes em climatério seria adequado para a verificação de resultados em um prazo mais longo, uma vez que, apenas entre o quarto e o sexto mês da pesquisa foi possível notar melhoras das pacientes em relação às vertigens.
Imagem: Marcos Santos / USP Imagens
Mais informações: email persiocezarino@gmail.com , Pérsio Yvon Adri Cezarino